Olá pessoal do Autocarro Fantasma, acrescentei e alterei alguns versos, segue agora a última versão.
I
Ó Marinhais, Marinhais
Ó terra de gente boa
Não será por acaso
Que vem gente de Lisboa
II
Viajam num autocarro
Que de tão fantástico ser
Até o chamam de fantasma
Custou muito a aparecer
III
É comerete e beberete
É tudo gente animada
Só faltava o de Coruche
P’ra matar a bicharada
IV
O de Coruche e Alentejo
Já mataram um javali
Vêm ao Ribatejo
Fazer tamanho rali
V
O Hélder e a Lina
É o casal sensação
Um diz mata outro esfola
Que unidos que eles são
VI
As Susanas, lá vão elas
A correr atrás do pica
Logo atrás a Gabriela
Ai que bem que tudo fica
VII
A Susaninha Pequena
De pequena não tem nada
Se salta a tampa à panela
Ela não fica calada
VIII
Olha a menina Cacilda
Que ao pica vai batendo
Diz que sai na Azambuja
Quando vai sair no Reguengo
IX
O Luís o Caladinho
Vai mordendo pela calada
Dá no cravo e na ferradura
Põe a Soraya lixada
X
Ó Bruno acelera isso
Diz a Soraya apressada
Tenho de dar banho ao Puto
Não quero chegar tarde a casa
XI
Já faltava a Irene
A correr ver o milhões
Diz que vê, diz que vê
Logo causa confusões
XII
Olha o Jorge e o Cardoso
Os Intelectuais da Viajem
Um feliz na reforma
Outro prepara a bagagem
XIII
A Céu e o João
Com o trólei e a cadela
Que cúmplices que eles são
Comem na mesma panela
XIV
Pelos corredores do comboio
O Félix vem a correr
De certeza vem o pica
Que havemos de fazer
XV
Ao Zé é temporário
O que está acontecer
Depressa vai ter horário
Tudo se vai resolver
XVI
Ainda existe outro casal
Que anda sempre perdido
Ele perde a mulher
Ela perde o marido
XVII
Tira os óculos põe os óculos
Sempre que o Manel quiser
Diz ele para a Susana
Que beleza de mulher
XVIII
Qual beleza de mulher
Qual pantera cor de rosa
O Manel está encantado
Até já lhe fez uma prosa
XIX
Ó Manel tira as botas
Está a fazer muito barulho
A Susana quer dormir
Para aturar o Bagulho
XX
O Manel do Autocarro
Não sabe guardar um segredo
Mete-nos as três no baralho
Que até parece bruxedo
XXI
Até a barraca abana
Com o furor do furacão
Não se metam ó meninas
Pode haver uma explosão
XXII
A Vera é aquela
Que connosco está a aprender
Umas vezes foge do pica
Outras quer aparecer
XXIII
O Bagulho é o repolho
Homem bem comportado
Não foge ao pica o zarolho
Tem todo o passe comprado
XXIV
Não podia deixar passar
Os condutores fantasminhas
Uns felizes pepes rápidos
Outros andam com calminha
XXV
Vou só falar do manel
É o condutor aprumado
Ou nos faz as vontades
Ou então está lixado
XXVI
Já me estava a escapar
O nosso amigo do livro
Ele até já nem vem
Já não gosta do convívio
XXVII
E os outros que já foram
Como o Pedro e outros mais
Já não estão no fantasminha
Mas fizeram parte dos tais
XXVIII
Peço imensa desculpa
Se me esqueci de alguém
Para a próxima é lembrado
O que vem, vem por bem
Gabriela Rangel
quarta-feira, 20 de maio de 2009
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